Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

roupas no varal...





fico impressionado com a imagem que muitos tem de Deus. tirano, impaciente, injusto, parcial e até mesmo sádico. uma leva de intelectuais ateus justificam sua incredulidade por não conseguir enxergar um Deus amoroso num mundo maltratado e aos trapos. onde a humanidade é castigada por um Ser que espera estrita perfeição.
fiquei atônico quando li em gênesis o que Deus fez a adão e eva após o pecado que os afastou do éden. o verso diz assim: “fez o Senhor Deus vestimenta de peles para adão e sua mulher e os vestiu”. ponto, como diz um amigo. é isso que o verso diz. adão e eva viviam nus no paraíso por que em seu caráter nada era visto em contradição com o caráter de Deus, por isso não se envergonhavam. após o pecado imediatamente perceberam que estavam nus, ou seja, passaram a enxergar maldade, malícia, as conseqüências do pecado.
numa tentativa desastrosa se cobriram com folhas figueira, mas não era esse o plano divino. nunca foi o plano de Deus que nos mesmos resolvêssemos algo sem a ajuda do Dele. o texto diz que o Senhor Deus fez vestimentas e os vestiu. incrível! que carinho! que amor! séculos depois Cristo morre por nossos pecados e nos diz: “a minha graça te basta”. é isso é como se estivessemos sujos e Jesus já tivesse providenciado roupas limpas estendidas no varal, roupas esperando o nosso pedido, vem Senhor me vestir. preciso dizer mais alguma coisa? este mesmo Deus que vestiu os nossos pais está a sua disposição hoje. Ele tem o mesmo carinho e amor. experimente a reconciliação com o Pai. sua veste branca como a alva está lá te esperando, só falta vc aceitar e pedir que Ele irá te vestir da mais bela veste comprada pelo sangue de Cristo Jesus. amém.

Sexta-feira, 23 de Maio de 2008

pôr-do-sol...


santificai os meus sábados, pois servirão de sinal entre mim e vós, para que sabais que eu sou o Senhor, vosso Deus >>> ezequiel 20:20

por fazer...


quando criança sempre me incomodava o fato de ter que fazer alguma tarefa em casa para minha mãe e a minha irmã não ter que fazer o mesmo. minha pergunta se repetia: “e a hellen que vai fazer?”.
milhões de pessoas tentam buscar um propósito para a vida. algo que a realize ou que simplesmente ajude a se sentir colaboradora desta máquina que se chama mundo. com um discípulo moderno de Cristo não é diferente. nos perguntamos, “estou fazendo algo por meu Jesus”, “o que posso fazer”.
confesso que gostaria se Cristo me dissesse pessoalmente o que eu poderia fazer para glorificar seu nome. de preferência como, onde e quando. mas não é assim. a bíblia relata um caso de alguém que Cristo disse o que ele deveria fazer e até mesmo como seria sua morte.
o evangelho de joão nos conta de uma conversa entre pedro e Jesus. Era um momento muito importante para pedro, Jesus faz por três vezes a mesma pergunta a seu discípulo vacilante. “simão, filho de joão, você me ama?”. “sim, Senhor, tu sabes que te amo”. “pastoreie as minhas ovelhas”, pedia Jesus. o relato continua dizendo que o Salvador indica o tipo de morte que pedro teria. assustador né!
pedro olha pra traz e vê a joão, o discípulo amado. pergunta: “Senhor, e quanto a ele?”. responde Jesus: “se eu quiser que ele permaneça vivo até que eu volte, o que lhe importa?” >>> joão 21:15 – 23.
sabe, não sei se você tem feito algo por alguém que te ama tanto. não sei se você tem algum dom escondido por não achar tão relevante. deus reservou uma porção na sua obra para você. está porção é somente sua de mais ninguém. não ignore isso. está é a sua missão.
quanto a pedro? viveu sua vida guiando uma geração ao caminho, a verdade e a vida. morreu pendurado numa cruz de ponta cabeça. não se achou digno de morrer como seu Mestre.

Jonas Emidio

Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

sonho...


está noite sonhei com algo espetacular. a profusão de cores e formas construíram uma cena que nunca vou esquecer. o céu não era mais o mesmo, de repente tudo aquilo que havia se passado nesta terra, desde os primórdios, encontrava sentido naquela cena. uma mistura de sentimento inflou meu coração e meus olhos rapidamente reconheceram uma luz outrora sonhada.
num instante, a terra calou e os gritos dos aflitos cessaram. mas tudo aconteceu em poucos segundos. as cenas seguintes retumbaram um grande tremor e desespero. muitos corriam sem rumo jogando-se em abismo ou sendo soterrados pelas rochas. daí em diante, não me lembro de mais nada. acordei com os olhos embotados por lágrimas na esperança que um dia secaram.
Jonas Emidio

eu não gostava do papa joão paulo II


Em sua coluna no jornal O Estado de São Paulo, de 6 de abril de 2005, Arnaldo Jabor escreveu um depoimento a respeito da morte do Papa João Paulo II, na época me fez refletir bastante. Então achei legal postar para quem não leu e pra quem já leu, ler de novo....rs....

Escrevo enquanto vejo a morte do papa na TV. E me espanto com a imensa emoção mundial. Espanto-me também comigo mesmo: "Como eu estou sozinho!" - pensei.
Percebi que tinha de saber mais sobre mim, eu, sozinho, sem fé nenhuma, no meio deste oceano de pessoas rezando no Ocidente e Oriente. Meu pai, engenheiro e militar, me passou dois ensinamentos: ele era ateu e torcia pelo América Futebol Clube. Claro que segui seus passos. Fui América até os 12 anos, quando "virei casaca" para o Flamengo (mas até hoje tenho saudade da camisa vermelha, garibaldina, do time de João Cabral e Lamartine Babo), e parei de acreditar em Deus.
Sei que "de mortuis nihil nisi bonum" ("não se fala mal de morto"), mas devo confessar que nunca gostei desse papa. Por quê? Não sei. É que sempre achei, nos meus traumas juvenis, que papa era uma coisa meio inútil, pois só dava opiniões genéricas sobre a insânia do mundo, condenando a "maldade" e pedindo uma "paz" impossível, no meio da sujeira política.
Quando João Paulo entrou, eu era jovem e implicava com tudo. Eu achava vigarice aquele negócio de fingir que ele falava todas as línguas. Que papo era esse do papa? Lendo frases escritas em partituras fonéticas... Quando ele começou a beijar o chão dos países visitados, impliquei mais ainda. Que demagogia! - reinando na corte do Vaticano e bancando o humilde...
Um dia, o papa foi alvejado no meio da Praça de São Pedro, por aquele maluco islâmico, prenúncio dos tempos atuais. Eu tenho a teoria de que aquele tiro, aquela bala terrorista despertou-o para a realidade do mundo. E o papa sentiu no corpo a desgraça política do tempo. Acho que a bala mudou o papa. Mas, fiquei irritadíssimo quando ele, depois de curado, foi à prisão "perdoar" o cara que quis matá-lo. Não gostei de sua "infinita bondade" com um canalha boçal. Achei falso seu perdão que, na verdade, humilhava o terrorista babaca, como uma vingança doce.
E fui por aí, observando esse papa sem muita atenção. É tão fácil desprezar alguém, ideologicamente... Quando vi que ele era "reacionário" em questões como camisinha, pílula e contra os arroubos da Igreja da Libertação, aí não pensei mais nele... Tive apenas uma admiração passageira por sua adesão ao Solidariedade do Walesa, mas, como bom "materialista", desvalorizei o movimento polonês como "idealista", com um Walesa meio "pelego". E o tempo passou.
Depois da euforia inicial dos anos 90, vi que aquela esperança de entendimento político no mundo, capitaneado pelo Gorbachev, fracassaria. Entendi isso quando vi o papai Bush falando no Kremlin, humilhando o Gorba, considerando-se "vitorioso", prenunciando as nuvens negras de hoje com seu filhinho no poder. Senti que o sonho de entendimento socialismo-capitalismo ia ser apenas o triunfo triste dos neoconservadores. O mundo foi piorando e o papa viajando, beijando pés, cantando com Roberto Carlos no Rio. Uma vez, ele declarou: "A Igreja Católica não é uma democracia." Fiquei horrorizado naquela época liberalizante e não liguei mais para o papa "de direita".
Depois, o papa ficou doente, há dez anos. E eu olhava cruelmente seus tremores, sua corcova crescente e, sem compaixão nenhuma, pensava que o pontífice não queria "largar o osso" e ria, como um anti-Cristo.
Até que, nos últimos dias, João Paulo II chegou à janela do Vaticano, tentou falar... e num esgar dolorido, trágico, foi fotografado em close, com a boca aberta, desesperado.
Essa foto é um marco, um símbolo forte, quase como as torres caindo em NY. Parece um prenúncio do Juízo Final, um rosto do Apocalipse, a cara de nossa época. É aterrorizante ver o desespero do homem de Deus, do Infalível, do embaixador de Cristo. Naquele momento, Deus virou homem. E, subitamente, entendi alguma coisa maior que sempre me escapara: aquele rosto retorcido era o choro de uma criança, um rosto infantil em prantos! O papa tinha voltado ao seu nascimento e sua vida se fechava. Ali estava o menino pobre, ex-ator, ex-operário, ali estavam as vítimas da guerra, os atacados pelo terror, ali estava sua imensa solidão igual à nossa. Então, ele morreu. E ontem, vendo os milhões chorando pelo mundo, vendo a praça cheia, entendi de repente sua obra, sua imensa importância. Vendo a cobertura da Globo, montando sua vida inteira, seus milhões de quilômetros viajados, da África às favelas do Nordeste, entendi o papa. Emocionado, senti minha intensíssima solidão de ateu. Eu estava fora daquelas multidões imensas, eu não tinha nem a velha ideologia esfacelada, nem uma religião para crer, eu era um filho abandonado do racionalismo francês, eu era um órfão de pai e mãe. Aí, quem tremeu fui eu, com olhos cheios d'água. E vi que Karol Wojtyla, tachado superficialmente de "conservador", tinha sido muito mais que isso. Ele tinha batido em dois cravos: satisfez a reacionaríssima Cúria Romana implacável e cortesã e, além disso, botou o pé no mundo, fazendo o que italiano nenhum faria: rezar missa para negões na África e no Nordeste, levando seu corpo vivo como símbolo de uma espiritualidade perdida. O conjunto de sua obra foi muito além de ser contra ou a favor da camisinha. Papa não é para ficar discutindo questões episódicas. É muito mais que isso. Visitou o Chile de Pinochet e o Iraque de Saddam e, ao contrário de ser uma "adesão alienada", foi uma crítica muito mais alta, mostrando-se acima de sórdidas políticas seculares, levando consigo o Espírito, a idéia de Transcendência acima do mercantilismo e de ditaduras. E foi tão "moderno" que usou a "mídia" sim, muito bem, como Madonna ou Pelé.
E nisso, criticou a Cúria por tabela, pois nenhum cardeal sairia do conforto dos palácios para beijar pé de mendigo na América Latina. João Paulo cumpriu seu destino de filósofo acima do mundo, que tanto precisa de grandeza e solidariedade.
Sou ateu, sozinho, condenado a não ter fé, mas vi que se há alguma coisa de que precisamos hoje é de uma nova ética, de um pensamento transcendental, de uma espiritualidade perdida. João Paulo na verdade deu um show de bola.

Terça-feira, 20 de Maio de 2008

cantinho...


como a maioria das pessoas eu tenho muitas manias. mania de sentar sempre em um canto é uma delas. no restaurante, na sala de aula, em casa, em todo lugar que for possível eu ficar no canto é ali que vou me aconchegar.
este blog não vai ser diferente. aqui eu vou me sentir a vontade para escrever como se estivesse em uma canto confortável, compartilhando com todos minhas ambições e anseios. espero que vocês participem desse meu canto de reflexão.

sintam-se a vontade, o canto também é seu...rs...
Jonas Emidio