Em minha caminhada para compreender a igreja emergente, tenho encontrado algumas declarações um tanto rancorosas, revestida por uma paixão cega em destruir a igreja que materializa todas as frustrações denominacionais e eclesiológicas experimentadas na vida cristã antes de compreender mais profundamente o evangelho (se é que entendem hoje). É evidente que o reformador Martinho Lutero passou por essa experiência e dou graças a Deus por isso ter acontecido. Porém, penso que alguns se tornaram monotemáticos demonizando a religião sem apresentar propostas, muito menos, lucidez na hora de apontar questões relevantes.
O que me espanta nesse pequeno grupo é a falta de sensibilidade para enxergar o mistério do evangelho se revelando na vida deles quando ainda eram "crentes". Deus em sua infinita misericórdia trabalhava em nossas vidas mesmo quando ainda estávamos cercados pelas trevas. Pergunto-me se essa não deveria ser a nossa compreensão como filhos da luz resgatados por Cristo. Se assim não fosse, não estaríamos aqui sendo chamados filhos de Deus. Dessa forma, quando cuspimos no prato que comíamos, estamos simplesmente cuspindo na face de Deus.
Por isso, eu peço! Apaguem as fogueiras. Essa foi à era das trevas e não da luz.
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